• Exposição Virtual Grande Sentimento — Victória Salomão

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“Agora sei que o homem é capaz de grandes ações. Mas se não for capaz de um grande sentimento não me interessa”.

Essa é uma das frases de Albert Camus no livro A Peste, publicado em 1947. Ela deu origem ao nome deste livro, ainda quando era um projeto submetido ao edital A Cura da Secretaria Municipal de Cultura de Arroio Grande. E é emocionante ver o caminho percorrido para hoje estar aqui, com uma parte importante do meu universo criativo prestes a ser lido pelas pessoas. 

Independente da forma como esse encontro do meu Grande Sentimento e vocês acontece porque você viu o livro e se interessou, porque ele foi um presente, porque você quer muito ler essas histórias, porque você é meu parente e quer apoiar, porque você é um dos meus amigos de anos com curiosidade para se achar entre os traços das personagens, porque você tá com tédio, porque esqueceu a senha da Netflix, porque caiu a Internet  eu quero dizer que sou grata por isso. Grata a meus pais que sempre dizem: VAI ESCREVER. Grata à Secult-AG e grata, sobretudo, a Arroio Grande por todas as viagens introspectivas que me permite fazer durante 26 anos em suas riquezas e peculiaridades físicas, sociais e culturais.”

Entretanto, as 20 histórias do livro nasceram em março de 2020 a partir do grande sentimento de viver num mundo em pandemia. São 20 situações cotidianas vividas por arroio-grandenses, com referências à cidade onde fui criada como minha demonstração de afeto e gratidão a esse lugar especial. Nesta exposição, trago seis delas com fotos que me inspiraram a escrevê-las.

Obrigada por estar aqui. Vamos?

Lembro da primeira vez que eu de fato frequentei a Bibliotheca Pública Pelotense. Já havia entrado, visitado e passeado pelo interior do prédio mais lindo que já vi muitas vezes, mas foi num dia do primeiro semestre de 2012 que a conheci de fato.

Eu cursava minha primeira graduação, em Relações Internacionais na Universidade Federal de Pelotas. Com o livro Desenvolvimento como Liberdade do Amartya Sen e alguns relatórios da ONU, escolhi uma mesa no fundo e estudei por horas. Me perdi dentro de mim e dos livros e saí quando já fechavam o prédio. Voltei tantas vezes pra estudar RI, pra estudar Direito (sim, eu cursei direito risos), pra estudar jornalismo, pra pesquisar pra pautas e, já íntima dos cantos do prédio, até pra apenas pensar no que tava fazendo da minha vida (ainda não sei).

Hoje, meu livro Grande Sentimento vira esta exposição na semana especial da instituição para o Dia Estadual do Patrimônio. Ainda que virtualmente, sinto que agora entro na BPP na minha versão preferida: a de escritora. Emocionada, feliz e animada por escrever esse capítulo novo da nossa relação.

Era a vigésima tentativa 

Sim, vigésima. Março, mormaço do pós meio-dia, azia ardendo na goela de quem almoçou o carreteiro da mãe repleto de pimentão verde. Vinte vezes tentando falar com um atendente da operadora para buscar portabilidade do número com outro DDD- seja lá o que significasse isso. O arroto, o pimentão, a mãe teimando na volta colaboram mais do que a ineficiência do sistema de telecomunicações do país com o mau humor da Andressa. 

“Não rateia, Dedê. Como que tu vai mudar esse número de 54 pra 53 e vão te deixar com o mesmo? Se muda, muda. Compro um de dois chip pra ti amanhã e tu vê outro número pra cá. Logo tu já volta pra Caxias também. Ou tu acha mesmo que um vírus que niiiiiiinguém sabe, ninguém viu vai ficar tanto tempo aí? E outra coisa que te digo, se for o caso de existir isso aí mesmo, anticorpo criamo”, Maria insistia na também vigésima tentativa de fazer Andressa desligar o telefone e, sei lá, ir comer a ambrosia que fez anteontem. 

“Ah, bom. 20 vezes esperando com essa cara de palhaça pra nada é bucha, né? Agora vou fazer me atenderem, ao menos, pelo desaforo”, Andressa grita da sala para a mãe que assusta os cachorros da casa de tanto barulho de panela que faz na cozinha. 

Não queria ambrosia. Não queria os cachorros na volta, não queria sentar com a mãe na cozinha. Não queria desligar o telefone, olhar de novo para a foto em cima da escrivaninha ao lado dela. A irritação, a queda de braço com a atendente imaginária que ouviria seus desaforos e a ansiedade de ‘ter que trocar de DDD urgente para caso um dia precise’ alienavam Andressa. Acobertavam sua memória e paz interior de sua maior ameaça: a morte da irmã. 

Já são seis anos sem Vanessa. Portanto, há seis anos que Andressa tinha se mudado para Caxias do Sul (a seis horas de distância): a decisão de se mudar foi tomada duas semanas depois da Nêssa perder a batalha contra um linfoma. 

Precisou ir embora. Era impossível continuar naquela casa, com os jogos de lençóis das Meninas Superpoderosas que resistiam aos anos e lembravam as brigas para ser a Florzinha. Com o aparelho DVD onde assistiram todas as temporadas de The OC, que buscavam na Mega antes do sorvete da Real.  Com aquele quadro do aniversário de 15 da Nêssa: um fotão na frente do espelho do Clube do Comércio, entre bordas douradas e no qual ela, na época com 13,  escreveu 5 parágrafos de declaração para a irmã com ciúmes de que as amigas aparecessem mais e isso fizesse parecer que ‘colegas’ amassem mais do que ela a sua própria irmã. 

Era absolutamente impossível continuar naquela casa em que viu Vanessa estudar dia e noite, com a aparência que sempre a chocava, sem cabelos e sem sobrancelhas, para tentar arquitetura pelo Enem- uma vez que também era impossível à realidade das duas a possibilidade de cursar uma faculdade particular. 

“EU QUERO UM DDD”, grita Andressa chorando. Atirou longe o celular e agora corre cozinha a dentro. Tropeça nos cachorros, pega uma colher, se atira na cadeira à mesa, agarra o pote de ambrosia – a essa altura com fedor característico de um doce de  anteontem.

“Eu não sei por que eu não posso simplesmente resolver isso, mãe. Eu não sei se não era pra eu ter ficado lá desempregada mesmo um dia ou dois ou se vale a pena de 54 para 53, porque tu sabe que em Arroio Grande é assim”, enfia uma colher de sopa de doce na boca enquanto se engasga no próprio doce. 

“Eu sei. Eu te conheço, eu sei que dói e onde dói. Dói em mim. Eu, por mim, tu não vinha. Não, não é porque eu não te amo, ou não sinto tua falta, tu sabe que sim. Mas eu tenho teu pai aqui, a Rosângela, a tua tia, teus primo. Eu me viro, mas eu sei que dói e eu.. eu se fosse tu ia pra Caxias semana que vem e parava de bobagem de DDD” – a mãe chora junto.

Voltar para a casa dos pais era o maior desafio de Andressa Não se achou pronta para seguir vivendo aqui há 6 anos. Mas agora, depois do celular longe, do choro, do quadro de 15 da Nêssa na parede com os 5 parágrafos assinados, dos desaforos imaginários à atendente da operadora, da colher de ambrosia de anteontem, do olhar triste da mãe, do cachorro arranhando desesperado enquanto as duas choravam, da mesma música de sempre do Roberto Carlos no som do pai, do perigo iminente da morte dos pais idosos em decorrência do Coronavírus, dos seis anos desamparada a seis horas de casa… Agora Andressa sabe porque lutou por um 53: a casa da calçada de ladrilhos velhos na Máximo Pereira é exatamente onde ela quer estar. 

“Amanhã tu me faz pudim, mãe?”

25 anos

E sem ‘falhar um deles!’. 

Rômulo sempre se orgulha de repetir isso. Os 25 anos – sem falhar um- aos quais ele se refere são os de desfile na Dr. Monteiro durante os dias de Carnaval. 

É da bateria da escola Samba no Pé, mas, em terra de rivalidades de torcida do futebol à política, é, ainda que com 50 anos de idade, um cidadão desconstruído. Não se sente rival de nenhuma das outras escolas, até porque, como explica, “são tudo conhecido”. 

E Rômulo é um cara apegado. Apegado aos vizinhos, às ex-namoradas, às famílias das ex-namoradas, aos amigos dos filhos, aos colegas de trabalho, aos ex-professores da escola, aos filhos dos ex-professores da escola, aos primos, às famílias das famílias dos primos… É, sem dúvidas, um cara que gosta de todo mundo. Apegado às pessoas e ao Carnaval. 

Esse ano, entretanto, vai falhar um. Falta uns meses para fevereiro, mas não tem espaço para esperança. Não tem espaço para esperança, porque perdeu a esposa, perdeu uma prima, perdeu uma tia, um melhor amigo de infância para a Covid-19 e ainda morrem milhares por dia. Apegado a todos, perdeu muito. 

Pergunta-se agora, sentado no meio do pátio, quando dói menos. Quando volta a faceirice de se imaginar artista na Monteiro. Quando os pesadelos passam. Quando o medo de ir ao supermercado é menor do que a vontade de ver gente. Quando os amigos dos amigos deixam de, como ele, também perder e sentir dor. Quando para de lavar máscaras e sacolas. E de feder álcool gel.  E quando todos vão concordar sobre se cuidar e o Attila Iamarino vai aparecer sorrindo. E quando quem morre se encontra. 

De olhos fechados, enxerga-se como se estivesse observando a si da janela de outro planeta. Pequeno, minúsculo, um ponto medíocre no meio da Terra com as mãos atadas e o coração dilacerado de saudade. É hoje um cara apegado às dúvidas. 

Goteiras

José nunca tinha percebido tanta goteira em casa. E olha que era pedreiro… Talvez, por isso mesmo: caprichoso e admirado pelo pessoal das obras, em tempos normais começava a trabalhar às 7h e soltava às 17h, de domingo a domingo, incluindo feriados. 

Construiu, levantou, reparou as casas de quase toda a cidade e a dele… com goteiras. Para ser mais exata, 20 goteiras, como acabou de contar envergonhado. “Que ironia!”. Num gesto automático, que para ele era como calçar os sapatos antes de ir trabalhar, pegou a caixa de ferramentas e uma escada. 

Mas, alguma coisa tinha atingido José de uma forma diferente. Parou e está sentado no banquinho da dispensa e começou a chorar. Chora compulsivamente por causa das 20 goteiras. Pensa o quanto tinha negligenciado sua casa, o tempo com suas filhas e o quanto não tem parcela de culpa por seu divórcio- ainda amava Márcia. 

Sente-se brutalmente sozinho e desamparado. As filhas, uma de 16 e outra de 14, até vinham visitar às vezes, mas simplesmente não tinha intimidade. Quando veem, sentam-se à mesa quase que por obrigação para tomar café da tarde e o silêncio constrangedor pesava à mesa mais que duas toneladas. Não se conheciam, não sabiam seus gostos. Ele sequer sabe se elas pensam em cursar alguma faculdade, como sempre sonhou para as duas. 

Não consegue lembrar quando, antes de estourar a pandemia aqui em Arroio Grande, tinha tempo de ficar em casa durante o dia. E isso também lhe dói o estômago, porque significa menos trabalho, menos dinheiro e as mesmas contas para pagar. 

Tomar conhecimento das goteiras foi para Zé como se todo o telhado desmoronasse na sua cabeça. Porém, afinal, está satisfeito por chorar depois de décadas sem saber o que era isso. 

“Vou ligar para minhas filhas”. 

“Boa noite, vó”. Essa era a forma como se despedia de Francisca todos os dias antes de dormir, depois de apagar o abajur. 

Por quê? Desde quando? Por que cargas d’água um homem chama sua esposa de ‘vó’? Nelson não sabe responder e tais questões sequer passaram por sua cabeça nesses anos… Até agora. 

Há minutos, apagou o abajur, disse a trivial frase entre o casal, virou deitado para a porta, no seu lado esquerdo da cama, fechou os olhos e o diabo meteu a pata, como se diz no popular. A pulga atrás da orelha sobre um hábito longínquo justo agora, às 23h15 de uma terça-feira. 

Como um personagem de um filme do Woody Allen que quebra a quarta parede e como um observador de si mesmo, Nelson está agora se enxergando há minutos atrás, quando disse “boa noite, vó” para a esposa.

“Mas, meu Deus, eu chamei minha espoa de vó”, pensou. 

Logo ela, a Francisca. A guria de 19 anos que o fez estremecer da cabeça aos pés num baile de Carnaval no Clube do Comércio, no fim da adolescência. Aquela única que o fez parar de beber toda semana de quinta a domingo. Com quem parcelou um terreno no Pontal com a promessa de que construiriam ali uma piscina e teriam um casal de filhos- ‘um gurizinho e uma guria, Chica’- pra desfrutar desse pequeno luxo. A mulher com quem teve as noites mais ardentes e, em seguida, quatro filhos, e, diferente do planejado, todos homens. A companheira com quem vibrou as melhores conquistas, como a promoção no banco em 1986, e as dores mais fortes, como o câncer no estômago há 20 anos. A única que ousou levar na casa dos pais, porque sabia que ela era sem frescura. Porque sabia que tinha, ali mesmo no Comércio, encontrado o que nem sabia o que buscava naqueles olhos-quase-verdes. 

Não aguentou. Chora baixinho, sufocando o choro na garganta. “Ela já tá com 70”. Assombra Nelson agora, mais do que nunca, a possibilidade de perdê-la. Não a esposa, a mãe ou a vó Francisca. Mas sim a sua melhor amiga, a mulher dona do corpo que melhor conhecia, dos discos do Roberto Carlos pela casa, das confidências, das risadas, de olhar e saber o que estava pensando e vice-versa. Da leitora assídua que explicava Machado de Assis para aquele ‘velho cabeça dura’ com metáforas do cotidiano. Quanto tempo passou sem enxergar a Chica, Chiquinha, a Guria na distração desses anos todos?

“Pai nosso que estais no céu… Ave Maria cheia de graça…Bom, Deus, ou Jesus, desculpa por não ter rezado mais sei lá eu há quanto tempo. Mas o senhor sabe que eu amo essa mulher e pago as contas em dia, o que é o principal. Não mereço o sofrimento. Não entendo por que o senhor mandou esse coronavírus. Não, não tô duvidando do seu plano pra Terra, mas acontece, meu Deus “Chora. Para de rezar para se concentrar em parar o choro. Respira. Continuar. 

“É que, Deus. Jesus. Espírito Santo, Maria, Pai nosso, se a Chica pegar esse troço desse vírus, meu Deus, eu prefiro morrer do que ver essa guria doente ou… O pior. Tende piedade desse velho, meu pai. Amém”. 

Se eu for assintomático

Sem dúvidas, essa era ‘A’ frase do Roberto nos últimos quatro meses. 

“Hein, gorda, já pensasse se a gente tem isso e não sabe? E se eu sou assintomático? Quem sabe tu não me compra umas bombinha de asma daquelas, um sorine, neosaldina caso dê dor de cabeça e um xarope? Hein? Depois tem surto disso igual na Itália… Nem papel higiênico vai ter imagina remédio. E os meus remédios colesterol, pressão, ansiedade, dor de barriga… Mas Deus me livre! Tem mais isso, e se eu ficar sem eles também lá pelas tantas disso de todo mundo doente ao mesmo tempo… Tu que é mais nova corre menos risco. Não queres ir na farmácia na primeira hora da manhã pra gente?” 

Era o mantra noturno do Beto para a esposa Maria Lúcia. Repetia, insistia, pedia bombinha para asma, pedia para ela procurar no celular o que podia dar numa pessoa do sexo masculino com 76 anos de idade, chorava porque queria viver até os 90 como o pai. Silenciava a angústia ouvindo rádio. Chorava. Pedia para a Maria procurar quanto custava um médico de pulmão bom de São Paulo, ou Rio de Janeiro, no mínimo Porto Alegre, ou Pelotas- “… pobretão do jeito que andamo” – ou como que conseguiria um leito de um dia para o outro caso um dia o Gelson avisasse que o teste “tava positivo”. 

“PORRA, BETO”, resmungava Maria Lúcia, lá pelas tantas. 

“Tu não me dá bola. Eu vou morrer asfixiado disso e tu não me dá bola”, Roberto soluçava.

“A gente vai morrer todo mundo. Usa máscara, passa o álcool que eu te dei, para de ir nas esquina fazer jogo do bicho. Fica em casa. Simples. E outra coisa… medo de morrer sempre tivesse… até aquela vergonha com a barriga cheia de gases berrando que era infarto na casa do Salomão tu já me fez passar… Te segura. Vai dormir. Amanhã eu busco mais máscara”, retrucava Maria sem tirar os olhos do celular, iluminada no quarto escuro pelo reflexo brilhante da tela no rosto, balançando os pés impaciente com o drama clássico do marido pelo milésimo dia consecutivo. 

“Amanhã vou lá no Gelson. Acho que eu sou assintomático… E tu nem dá bola. Capaz de nem chorar no enterro…”, cochichou fechando os olhos. 

Vacina

Finalmente a vacina. Alberto esperou por isso todos os dias desde março de 2020. Tem asma e sempre sofreu muito com isso, mas tem 40 anos. Viu ansioso todos os grupos preferenciais serem chamados nas redes sociais da Secretaria de Saúde de Arroio Grande. Nunca era a sua vez, mas hoje é.

Veste camisa social, sapatos novos e uma pastinha com laudo da comorbidade e todos seus documentos – “a gente nunca sabe”, diz para o amigo que contesta a necessidade de levar a carteira de trabalho para a Policlínica. 

Diz que ir arrumado é uma forma de respeito aos profissionais de saúde, aos cientistas, aos estudiosos, à imprensa e a quem mais tenha se manifestado, estudado, batalhado pela imunização. Conta também que sonhou a noite toda com a prima, sua amiga e fiel escudeira, que faleceu em novembro em função da Covid-19. 

A prima veio em sonho, vestida com trajes sociais, para lhe dizer que aquele seria um dos dias mais importantes da vida dela. Abraçou Alberto de forma demorada, ligou Marília Mendonça na caixa JBL e gargalhou alto, como costumava fazer em vida, dizendo que aquela era a única artista possível para dois cornos como eles. “Se amar assim for brega, me chama de Marília Mendonça ou de… Betão”, cantava. 

O sonho foi barulhento, cheio de sensações, mas desde que acordou Alberto sente uma paz como não sentia desde o dia da partida da prima Alice. Sente que matou um pouco da saudade e que ela, de alguma forma, estará para sempre viva: em seus sonhos, na luta dos profissionais de saúde, na Ciência, nas músicas da Marília Mendonça e nesse hábito que dividem por herança da família católica de vestir roupas sociais para missas e ocasiões especiais. 

Chegando agora no posto, abre um sorriso e diz às enfermeiras: “Oi! Chegou a minha vez. Eu sonhei com isso a noite toda. Olha que bonitos meus sapatos”. 

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